Diário do Legislativo
Edição nº 7152
Terça-feira, 10 de Março de 2026 Ano XXXV - N° 7.152 Vereadoras destacam luta e desafios no Dia Internacional da Mulher Parlamentares apontam avanços históricos, cobram políticas públicas e alertam para o crescimento dos casos de feminicídio LEIA MAIS NAS PÁGINAS 2, 3 e 4 O Dia Internacional da Mulher (8 de março) mobilizou vereadoras da Câmara Municipal de Salvador em torno da de- fesa de direitos e do enfrenta- mento à violência de gênero. Ireuda Silva (Republicanos) alertou para o aumento dos feminicídios no Brasil. Aladil- ce Souza (PCdoB) destacou a necessidade de ampliar a pre- sença feminina nos espaços de poder como estratégia para fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres. Já Marta Rodrigues (PT) defendeu ações estruturais, ampliação das re- des de proteção e políticas permanentes para combater o machismo e a violência. Foto: Internet 2 Terça-feira, 10 de Março de 2026 Ano XXXV N° 7.152 A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) foi uma das lideranças políti- cas que marcaram pre- sença na caminhada pelo Dia da Mulher, do Morro do Cristo ao Farol da Barra, no domingo (8). A mobilização pediu o fim do feminicídio que, segundo dados da segurança pública, mata em média quatro mulheres por dia no Brasil. A cada 24 horas, outras 12 mulheres são vítimas de diferen- tes formas de violência. Em seu quinto mandato como vereadora de Salvador, Aladilce defendeu uma maior presença feminina nos parla- mentos e em outros espaços de poder, além de demonstrar oti- mismo em relação às próximas eleições. “O enfrentamento ao femi- nicídio é urgente e só vai avan- çar quando tivermos mais mulhe- res nos postos de decisão. Esta- mos na cidade mais negra fora da África e não podemos ignorar que mais de 62% das vítimas de feminicídio no Brasil são negras. E nossa capital lidera o triste ranking de violência de gênero”, declarou a vereadora. NÚMEROS De acordo com estatísticas oficiais, em 2025 foram registra- dos 103 casos de feminicídio na Bahia, sendo que a capital liderou o ranking, com 11 ocorrências. Salvador figura entre as capitais mais violentas para as mulhe- res e registrou 4.500 pedidos de medida protetiva no ano passado. “Uma tragédia que precisa ser contida com políticas públi- cas e com o envolvimento de homens conscientes ao nosso lado”, destacou a vereadora, res- saltando a importância do Pacto Nacional Brasil Contra o Femini- cídio, lançado recentemente. Segundo ela, a ocupação de cargos de decisão por mulhe- res altera prioridades das políti- cas públicas, favorecendo áreas sociais como saúde, educação e assistência social, “devido à rela- ção intrínseca das mulheres com o cuidado familiar”. A presença feminina nos espaços de poder, observou a parlamentar, também impulsiona pautas como o enfrentamento ao machismo e à violência contra a mulher, a exemplo da Lei Maria da Penha, que teve como rela- tora a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ). “Este ano há uma mobiliza- ção
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