Diário do Legislativo
Edição nº 7149
Sexta-feira, 6 de Março de 2026 Ano XXXV - N° 7.149 Vereadores debatem ferry-boat, energia e mobilidade urbana Registros na sessão ordinária também abordaram a venda do antigo Centro de Convenções e a poluição na Baía de Todos-os-Santos LEIA MAIS NA PÁGINA 3 T emas diversos marcaram os registros dos vereadores na sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador, na tarde de quarta-feira (4). Os parlamentares abordaram o aumen- to das tarifas do Sistema Ferry-Boat, melhorias na mobili- dade urbana, o fornecimento precário de energia elétrica na Pituba e a implantação de bocas de lobo com coletores de resíduos sóli- dos para evitar entupimentos. Também houve manifestação sobre a venda do antigo Centro de Convenções pelo Governo do Estado da Bahia e preocupação com a poluição na Baía de Todos-os-Santos. Foto: Antonio Queirós 2 Sexta-feira, 6 de Março de 2026 Ano XXXV N° 7.149 A vereadora Marta Rodri- gues (PT) criticou, na quarta-feira (4), a con- dução da política educa- cional da Prefeitura de Salvador e afirmou que a área vive um cená- rio preocupante, marcado por dois problemas graves: denúncias de falta de merenda e de repasses a creches comunitárias que aten- dem crianças da rede municipal e a perda de cerca de R$ 100 milhões em recursos do Fundo de Manu- tenção e Desenvolvimento da Edu- cação Básica (Fundeb). Segundo Marta, Salvador fica novamente de fora do VAAR (Valor Aluno Ano Resultado), mecanismo de complementação da União dentro do Fundeb criado para fortalecer as redes públicas de ensino e reduzir desigualda- des educacionais. A vereadora explica que, para acessar os recursos, os municí- pios precisam cumprir indicadores ligados à gestão educacional e à redução das desigualdades raciais e socioeconômicas. “A educação em Salvador está sendo penali- zada. Ao mesmo tempo em que a cidade deixa de receber recur- sos importantes do Fundeb por não cumprir indicadores ligados à redução das desigualdades, tam- bém recebemos denúncias preo- cupantes sobre a falta de merenda e de repasses a creches comuni- tárias que atendem nossas crian- ças”, afirmou. MELHORIAS Conforme Marta, a “frustra- ção acumulada de recursos” entre 2025 e 2026 pode chegar a perto de R$ 100 milhões. “São recursos que poderiam estar sendo inves- tidos na melhoria da rede munici- pal, na infraestrutura das escolas e na aprendizagem dos estudan- tes”, disse. A vereadora também desta- cou que o Ministério Público e seu mandato têm recebido denúncias sobre precariedade em creches comunitárias e escolas parceiras da rede municipal, com relatos de falta de merenda e dificuldades de funcionamento. “Temos relatos de creches reduzindo o atendimento e de tra- balhadoras tirando dinheiro do próprio bolso para garantir alimen- tação às crianças. Isso é muito grave quando falamos de unida- des fundamentais para a primeira infância”, afirmou. Como reforça Marta, as cre- ches comunitárias são essenciais para garantir acesso à educação infa
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