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Câmara Municipal de Salvador Diário Oficial Entrar
Diário do Legislativo

Edição nº 7239

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Terça e Quarta-feira, 28 e 29 de Julho de 2026 Ano XXXV - N° 7.239 Prêmio Maria Felipa reconhece trajetórias de mulheres negras Evento realizado no dia 25 de julho, no Centro de Cultura da Câmara, foi conduzido pela vereadora Ireuda Silva LEIA MAIS NA PÁGINA 3 A Câmara Muni­ ci­pal de Salva­ dor reali­zou, no dia 25 de julho, a 17ª edição do Prêmio Maria Felipa, no Centro de Cultura Vereador Ma­ nuel Querino. Conduzi­ da pela vereadora Ireu­ da Silva (Republicanos), a cerimônia homenageou mulheres negras que se destacam em diferentes áreas de atuação. A iniciativa integrou as celebrações pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e pelo Dia Nacional da Mu­ lher Negra. Durante o evento, foram ressaltadas trajetórias marcadas pelo enfrentamento ao racismo e às desigualdades. A premiação também desta­ cou a contribuição das homenageadas para a transformação da sociedade. Fotos: Willian Costa/Assessoria da vereadora 2 Terça e Quarta-feira, 28 e 29 de Julho de 2026 Ano XXXV N° 7.239 C elebrado em 26 de julho, o Dia Municipal das Maris- queiras marcou, pela pri- meira vez, uma data ofi- cial dedicada ao reconhecimento das mulheres que vivem da pesca artesanal e da mariscagem em Salvador. A declaração é da vere- adora Eliete Paraguassu (PSOL), que comemora a sanção da Lei nº 9.932/2026, originada de projeto de sua autoria. A iniciativa busca dar visibilidade à contribuição histórica das marisqueiras para a segurança alimentar, a preservação dos man- guezais e a manutenção dos sabe- res tradicionais dos povos e das comunidades pesqueiras e quilom- bolas. Segundo a vereadora, a data foi criada para chamar a atenção para os desafios enfrentados dia- riamente por essas trabalhadoras, que seguem produzindo alimentos, movimentando a economia e pro- tegendo os ecossistemas costei- ros, enquanto convivem com a falta de políticas públicas, a degrada- ção ambiental, a contaminação das águas e os impactos do racismo ambiental. Para Eliete Paraguassu, pri- meira vereadora quilombola de Salvador, marisqueira e pescadora artesanal, reconhecer oficialmente essa categoria é também reconhe- cer uma dívida histórica da cidade com as mulheres das águas. “As marisqueiras sustentam famílias, preservam os mangue- zais e mantêm viva uma tradição ancestral. Reconhecer esse traba- lho é importante, mas o nosso com- promisso precisa ir além das home- nagens. É preciso garantir direitos, proteger os territórios e assegurar condições dignas para quem vive da economia das águas”, afirmou. CONHECIMENTO Transmitido entre gerações, o trabalho das marisqueiras reúne conhecimentos sobre os ciclos das marés, o manejo sus- tentável dos recursos naturais e a relação de cuidado com os man- guezais. “Esse modo de vida é parte da iden- tidade cultural de diver- sas comunidades tradi- cionais de Salvador e desempenha um papel fundamental na con- servação ambiental e na produção de alimentos”, acrescen- tou a vereadora. P

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