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Diário do Legislativo

Edição nº 6963

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Sábado, Domingo e Segunda-feira, 31 de Maio e 1o e 2 de Junho de 2025 Ano XXXIV - N° 6.963 Proposta prevê atenção a “cuidadores” de bebês reborn Aladilce Souza propõe protocolo clínico e capacitação da rede de saúde para acolher, com empatia, pessoas que “adotam” esses bonecos LEIA MAIS NA PÁGINA 2 A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) apresentou o Projeto de Indica- ção no 242/2025, que propõe a criação de um protocolo clínico e de um programa de atenção psicosso- cial voltado às pessoas que “cuidam” de bebês reborn (bonecos hiper-realistas de silicone que simulam recém-nascidos). Segundo a parlamentar, essa prática pode refletir sofrimento psíquico e exige escuta qualificada e acolhimento ético. A pro- posta também prevê a capacitação de profis- sionais da saúde para lidar com essas situações com empatia, sensibi- lidade e respon- sabilidade. Foto: https://sonhoreborn.com.br/ 2 Sábado, Domingo e Segunda-feira, 31 de Maio e 1o e 2 de Junho de 2025 Ano XXXIV N° 6.963 A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) apresentou o Projeto de Indicação no 242/2025, solicitando ao prefeito Bruno Reis a criação de um protocolo clínico específico e a implementação de um programa de atenção psicossocial voltado às pessoas que cuidam de bebês reborn, bonecos hiper-realistas de silicone que simulam recém-nasci- dos. “Seja em decorrência de luto, solidão, ansiedade, depressão ou vínculos familiares interrompi- dos, o aumento expressivo de pes- soas que ‘criam’ ou ‘adotam’ esses bonecos, inclusive em Salvador, é preocupante”, afirmou a parlamen- tar, que é profissional de saúde e professora de Enfermagem. Aladilce observa que essa relação pode ocorrer em contex- tos terapêuticos, afetivos ou sim- bólicos, e ressalta que, embora a prática não configure, por si só, um quadro patológico, pode refle- tir sofrimento psíquico que requer atenção clínica e acolhimento especializado. A proposta prevê ações como escuta, acolhimento, acompanha- mento psicológico e psiquiátrico, além de atividades educativas para capacitar os profissionais da rede de saúde. “É fundamental que as equipes saibam lidar com essas demandas com empatia, evitando condutas constrangedoras ou vio- lentas, e avaliando com respon- sabilidade os sinais de sofrimento psíquico”, defendeu. SAÚDE MENTAL A vereadora também chama atenção para o estigma e o pre- conceito que ainda cercam a saúde mental, reforçando que cabe ao poder público garantir escuta qua- lificada, autonomia e respeito aos modos de vida das pessoas. “Em diversas cidades brasileiras, há relatos de pessoas que procuram unidades de saúde pública acre- ditando que os bebês reborn são recém-nascidos reais”, destacou. Defensora histórica do SUS, Aladilce enfatiza que o Sistema Único de Saúde, por meio da Polí- tica Nacional de Saúde Mental e da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), deve assegurar cuidados integrais, humanizados e territoria- lizados, reconhecendo as múltiplas expressões da sub

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