Diário do Legislativo
Edição nº 6979
Terça-feira, 1o de Julho de 2025 Ano XXXIV - N° 6.979 Câmara se une ao povo nos festejos do 2 de julho Com tradição e civismo, Legislativo integra programação da data magna da Bahia, símbolo da resistência popular brasileira LEIA MAIS NA PÁGINA 3 A capital baiana se prepara para mais uma grande celebração da Independência do Brasil na Bahia, com desfile cívico, homenagens e atrações culturais. A Câmara Municipal de Salvador marcará presença no cortejo, com o presidente Carlos Muniz e demais vereadores acompanhando o percurso a partir do Largo da Lapinha. A programação tem início com uma alvorada, às 6h. Às 8h, as autoridades participam da cerimônia de hasteamento das bandeiras, execução do Hino ao 2 de Julho e colocação de flores no monumento ao General Labatut. O cortejo com os carros do Caboclo e da Cabocla começa às 9h. Foto: Reginaldo Ipê 2 Terça-feira, 1o de Julho de 2025 Ano XXXIV N° 6.979 U m estudo conduzido por pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP) revelou que mulheres que atuam na polí- tica recebem o dobro de ata- ques pessoais em comparação aos homens, que costumam ser mais criticados pelo desempe- nho profissional. Ofensas rela- cionadas à aparência física, como “feia” e “gorda”, além de ataques machistas sobre a vida pessoal, são os principais xinga- mentos direcionados às mulhe- res, como comenta a vereadora Ireuda Silva (Republicanos). A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara de Salvador lamen- tou os dados da pesquisa e afir- mou que a misoginia estrutural ainda é um dos maiores obstá- culos para a plena participa- ção feminina na política. “Esse estudo apenas comprova o que nós, mulheres públicas, vivemos diariamente. As tentativas de nos desqualificar não partem da análise do nosso trabalho, mas da busca por nos diminuir como pessoas. É a violência simbólica que tenta nos tirar do debate e nos silenciar. Isso é inaceitável”, destacou Ireuda. Segundo a vereadora, é urgente que partidos, institui- ções e a sociedade civil atuem conjuntamente para criar meca- nismos de proteção às mulhe- res na política e garantir que elas possam exercer seus mandatos com segurança e respeito. “Não basta criar cotas, é preciso criar ambientes saudáveis, seguros e respeitosos. Precisamos comba- ter a violência política de gênero com políticas públicas, com puni- ção aos agressores e com a ampliação da nossa presença nos espaços de poder”, afirmou. ESTUDO A vereadora também cha- mou atenção para os dados do estudo que apontam maior vul- nerabilidade entre mulheres negras, que sofrem uma violên- cia interseccional ao serem alvo de racismo e machismo. “Se para as mulheres brancas já é difícil, para as mulheres negras o desa- fio é dobrado. Somos atacadas por sermos mulheres e por ser- mos negras. É uma luta diária por sobrevivência e por espaço. Mas seguiremos ocupando, resistindo e transformando”, reforçou. Por fim, Ireuda ressaltou que é precis
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