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Câmara Municipal de Salvador Diário Oficial Entrar
Diário do Legislativo

Edição nº 7034

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Terça-feira, 16 de Setembro de 2025 Ano XXXIV - N° 7.034 Fortalecimento do samba na cidade é tema de audiência Vereadora Aladilce Souza reuniu grupos culturais e sociedade civil para discutir políticas de incentivo, preservação e valorização do ritmo LEIA MAIS NA PÁGINA 3 A Câmara Municipal de Salvador abriu espaço para um amplo deba- te sobre o futuro do samba na cidade, reunindo grupos, produ- tores culturais, pesquisadores e representantes institucionais em audiência pública, no dia 12, promovida pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB). A programação da Semana do Samba, a redução de taxas para eventos populares e a valorização dos artistas locais dominaram a dis- cussão. O encontro, convocado pela Comissão de Cultura, também apre- sentou propostas como a criação do Museu do Samba Junino, a instituição de circuitos culturais e o fortalecimento da presença feminina na cena. Foto: Caio Ayres/ Arte Metrópoles 2 Terça-feira, 16 de Setembro de 2025 Ano XXXIV N° 7.034 D urante a campanha do Setembro Amarelo, que chama atenção para a importância da preven- ção ao suicídio e do cuidado com a saúde mental, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), destacou a urgên- cia de se olhar para as desigual- dades que afetam diretamente a população negra. Segundo espe- cialistas, o racismo atua como um complicador para os transtornos mentais, gerando impactos profun- dos na vida de homens e mulheres negras. Dados do Ministério da Saúde revelam que o número de suicídios é 45% maior entre pessoas pretas e pardas em comparação às bran- cas, o que evidencia uma realidade marcada pela exclusão, pela dis- criminação e pela falta de políticas públicas específicas. Para Ireuda, o recorte racial é inegociável no debate sobre saúde mental. “Não podemos tratar a questão como se fosse algo homo- gêneo. As mulheres negras, em especial, vivem uma sobrecarga histórica: acumulam jornadas de trabalho, enfrentam o racismo e o machismo e, muitas vezes, não encontram rede de apoio. Isso tem reflexos diretos no adoecimento mental e no risco de suicídio”, afir- mou. A crise de saúde mental no Brasil também se reflete no mundo do trabalho. Dados recentes do Ministério da Previdência Social apontam que, somente em 2024, quase meio milhão de trabalhado- res foram afastados por transtor- nos mentais – o maior número em pelo menos dez anos. O salto de 68% em relação ao ano anterior revela não apenas a gravidade do problema, mas também a necessi- dade de um debate interseccional. Ireuda defende que o poder público precisa enfrentar o tema com coragem e sensibilidade: “Não basta falar de saúde mental sem reconhecer que o racismo estrutu- ral é uma das principais raízes do sofrimento psicológico da popula- ção negra. Precisamos de políticas específicas, que garantam acesso ao tratamento, combate ao precon- ceito e acolhimento digno, princi- palmente para

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