Diário do Legislativo
Edição nº 7056
Sábado, Domingo e Segunda-feira, 11, 12 e 13 de Outubro de 2025 Ano XXXIV - N° 7.056 Outubro Rosa ganha voz na Câmara de Salvador Sessão especial proposta por Téo Senna uniu especialistas, pacientes e artistas em defesa da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama LEIA MAIS NA PÁGINA 3 A Câmara realizou uma sessão especial do Outubro Rosa, no dia 9, proposta pelo vereador Téo Senna (PSDB), reunindo profissionais de saúde, representantes de entidades e mulhe- res que venceram o câncer de mama. O encontro destacou a importância do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento e das campanhas permanentes de conscientização. Relatos emocionantes, como o da cantora Carla Visi, reforçaram o papel da informação e do acolhimento no enfrentamento. O vereador anunciou que as pro- postas serão sistematizadas em relatório para a Secretaria de Saúde. Foto: Reginaldo Ipê 2 Sábado, Domingo e Segunda-feira, 11, 12 e 13 de Outubro de 2025 Ano XXXIV N° 7.056 N o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, celebrado na sex- ta-feira (10), a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), pre- sidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, fez um alerta sobre o avanço dos casos de agressão no Brasil e desta- cou a importância de fortalecer as redes de proteção às vítimas. A data marca a mobilização nacional contra diferentes formas de violên- cia de gênero: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Segundo levantamento da Rede de Observatórios da Segu- rança, a Bahia teve um aumento de 58% nos casos de violência contra mulheres em 2022. O estado tam- bém lidera o Nordeste em número de feminicídios, com 91 casos registrados naquele ano. No país, foram mais de 275 mil notifica- ções de agressão contra mulheres em 2023, de acordo com dados do Ministério da Justiça. “Esses números são rostos, histórias, vidas interrompidas ou profundamente marcadas pela vio- lência. Não podemos tratar isso como algo comum ou naturalizado. Cada dado representa uma mulher que poderia estar segura, mas não está”, afirmou Ireuda. A vereadora também ressaltou que, embora o Brasil tenha avan- çado na legislação de proteção, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, ainda há lacunas na execução dessas políticas. “A lei existe, mas muitas vezes a vítima não encontra uma delegacia espe- cializada funcionando, não tem acesso rápido a medidas protetivas ou enfrenta preconceito e burocra- cia. Isso precisa mudar com urgên- cia”, disse. Ireuda lembrou ainda que as mulheres negras são as maio- res vítimas da violência domés- tica no país, sofrendo de forma mais intensa as desigualdades de gênero e raça. “Quando fala- mos de violência contra a mulher, precisamos reconhecer que ela tem cor. A mulher negra está mais exposta, mais vulnerável e tem menos acesso à rede de proteção. Combater essa violência também é combater o racismo estrutural”, destacou. Como parte do enfrentamento ao problema, a vereadora citou ini-
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