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Câmara Municipal de Salvador Diário Oficial Entrar
Diário do Legislativo

Edição nº 7071

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Terça-feira, 4 de Novembro de 2025 Ano XXXIV - N° 7.071 Câmara celebra em sessão especial os 115 anos da MCO Histórias de vida e o papel social da maternidade, referência da Ufba, marcaram a atividade legislativa LEIA MAIS NA PÁGINA 3 A Câmara Municipal de Salvador realizou uma sessão es- pecial em comemoração aos 115 anos da Maternida- de Climério de Oliveira (MCO), marcada por depoimen- tos emocionantes e homenagens a profissionais que fazem parte da história da instituição. O testemunho de Taíse Pinheiro, usuária dos serviços humanizados da maternidade, comoveu o plenário e reafirmou o papel da MCO como referên- cia em acolhimento e cuidado. O evento, ocorrido no dia 31 de outubro, foi presidido pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB). Foto: Reginaldo Ipê 2 Terça-feira, 4 de Novembro de 2025 Ano XXXIV N° 7.071 A vice-presidente da Comissão de Repara- ção da Câmara Municipal de Salvador, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), des- tacou a importância do Novembro Negro como um período de refle- xão, mobilização e conscientiza- ção sobre a luta do povo negro por igualdade de oportunidades, res- peito e justiça social. Segundo Ireuda, o mês repre- senta um marco na agenda de polí- ticas públicas voltadas à reparação histórica e ao enfrentamento do racismo estrutural. “Ainda enfren- tamos profundas desigualdades no acesso à educação, ao emprego, à saúde e à representação política. Precisamos continuar firmes nessa luta”, afirmou. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatís- tica (IBGE) revelam que pessoas negras correspondem a 56% da população brasileira, mas con- tinuam sendo as mais afetadas pela pobreza: mais de 70% das que vivem abaixo da linha da miséria são pretas ou pardas. No mercado de trabalho, a dis- paridade também é evidente – em média, trabalhadores negros recebem 40% a menos do que os brancos, mesmo exercendo as mesmas funções. A vereadora ressaltou que, em Salvador, cidade mais negra fora do continente africano, a pauta da igualdade racial pre- cisa ser permanente e articu- lada com todas as áreas da ges- tão pública. “Não basta termos uma maioria negra se o poder e as oportunidades continuam con- centrados nas mãos de poucos. Precisamos garantir educação antirracista, valorização das nos- sas matrizes culturais e políticas afirmativas que incluam o povo negro nos espaços de decisão”, declarou. Ireuda lembrou ainda que sua atuação na Câmara tem sido marcada pela defesa da repa- ração e da valorização da iden- tidade afro-brasileira. Além de integrar a Comissão de Repa- ração, é autora de projetos que promovem o combate ao racismo em diversas áreas, como o Dia Municipal de Combate ao Racismo no Esporte e iniciativas de capacitação e inclusão pro- fissional para mulheres negras. Também propôs a inclusão das transexuais na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e a regulamentação da profissão. “Novembro é um símbolo, mas a luta é diária. É todos os dias que

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