Diário do Legislativo
Edição nº 7072
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2025 Ano XXXIV - N° 7.072 Câmara discute inclusão e saúde na Tribuna Popular Sessão abordou demandas de pessoas com diabetes e gagueira e ressaltou a importância das políticas públicas na promoção da igualdade LEIA MAIS NA PÁGINA 3 A 72a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Salvador, re- alizada na segunda-feira (3), foi marcada por debates sobre inclusão e saúde. Representantes da Associação de Pacientes Diabéticos da Bahia pediram apoio para ampliar o acesso a sensores de monitoramento contínuo de glicose na rede pública, en- quanto a Associação Vozes Gagas defendeu políticas que reconheçam a gagueira como uma forma legítima de comunicação. Os vereadores Orlando Palhinha (União) e Marta Rodrigues (PT) reforçaram o compro- misso com as causas e destacaram a importância de ações que garan- tam dignidade, igualdade e qualidade de vida para todos os cidadãos. Foto: Antonio Queirós 2 Quarta-feira, 5 de Novembro de 2025 Ano XXXIV N° 7.072 A Câmara Municipal de Sal- vador realiza, nesta quar- ta-feira (5), uma sessão especial em homenagem póstuma a Nengua Guanguacesse – Dona Olga Conceição Cruz –, matriarca maior do Terreiro Bate Folha, que completaria 100 anos em 17 de março de 2025. A sole- nidade, proposta pela vereadora Marta Rodrigues (PT), acontecerá às 18h30, no Plenário Cosme de Farias, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Salvador (canal 12.3), pelo portal www.cms.ba.gov. br e pelas páginas oficiais da Casa no Facebook e no YouTube. Como explica a vereadora, a sessão celebra o legado espiritual, cultural e humano de uma das mais importantes líderes religiosas da tradição Bantu e Congo-Angola no país. Durante mais de sete déca- das, Nengua Guanguacesse dedi- cou sua vida ao cuidado da comu- nidade, à preservação dos saberes ancestrais e à defesa do Terreiro Bate Folha como espaço de fé, natureza e resistência negra. “Essa homenagem é um gesto de reconhecimento a uma mulher que foi guardiã da tradição, sím- bolo de sabedoria, acolhimento e força espiritual. Falar de Nengua é falar da própria história do povo de santo e da luta do nosso povo por dignidade e respeito”, destacou Marta Rodrigues. BATE FOLHA Fundado em 1916 por Manoel Bernardino da Paixão, o Terreiro Bate Folha Mansu Banduquenqué, localizado na Mata Escura, é um dos mais antigos do Brasil e o pri- meiro terreiro da nação Congo-An- gola a ser tombado pelo Iphan, em 2003. Reconhecido como patrimô- nio cultural brasileiro, o Bate Folha preserva cerca de 15,5 hectares de Mata Atlântica em área urbana, sendo referência em preservação ambiental, educação tradicional e religiosidade afro-brasileira. Filha do terreiro desde a juventude, Nengua Guanguacesse foi iniciada aos 24 anos, em 1949, e desde então se tornou mãe espi- ritual de gerações de filhos e filhas de santo. Respeitada dentro e fora da comunidade religiosa, foi exem- plo de liderança feminina, sereni- dade e sabedoria ancestral, reco- nhecid
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