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Câmara Municipal de Salvador Diário Oficial Entrar
Diário do Legislativo

Edição nº 7092

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2025 Ano XXXV - N° 7.092 Câmara Itinerante ouve demandas no Rio Vermelho Sessão reúne vereadores e lideranças para tratar de segurança, educação, obras e conflitos urbanos LEIA MAIS NA PÁGINA 3 A edição do Câmara Itinerante realizada na Paróquia de Sant’Ana, no dia 1o, levou vereadores ao Rio Vermelho para ouvir reivindicações de moradores sobre segurança pú- blica, creches, conflitos urbanos e obras contestadas, in- cluindo a construção de edifícios na área do Buracão. A sessão, aberta pelo presidente Carlos Muniz (PSDB) e conduzida pela coor- denadora Aladilce Souza (PCdoB), também reuniu representantes de associações, coletivos e grupos comunitários que denunciaram violência policial, problemas de infraestrutura e riscos ambientais. Foto: Antonio Queirós 2 Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2025 Ano XXXV N° 7.092 N o Dia Internacional para a Abolição da Escravi- dão, celebrado mundial- mente em 2 de dezem- bro, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, vereadora Ireuda Silva (Republi- canos), reforçou a importância de reconhecer e enfrentar as persis- tentes desigualdades que decor- rem de séculos de exploração e desumanização da população negra. Para ela, embora a escra- vidão tenha sido formalmente abo- lida, seus impactos estruturais continuam evidentes no Brasil, um dos últimos países das Américas a extinguir oficialmente o regime escravocrata. Segundo dados da Organi- zação das Nações Unidas (ONU), mais de 50 milhões de pessoas ainda vivem em condições aná- logas à escravidão no mundo, incluindo trabalho forçado, casa- mentos infantis e tráfico humano. No Brasil, o cenário também pre- ocupa: de acordo com o Obser- vatório da Erradicação do Traba- lho Escravo e do Tráfico de Pes- soas, mais de três mil trabalha- dores foram resgatados de con- dições degradantes apenas em 2023, número recorde dos últimos dez anos. “É inaceitável que brasilei- ros continuem sendo submetidos a jornadas desumanas, dormindo em galpões improvisados, rece- bendo salários irrisórios ou sequer tendo registro formal”, afirma Ireuda. SALVADOR A vereadora lembra que Sal- vador carrega uma herança direta do período escravocrata, sendo a cidade com maior população negra fora do continente africano. “A abolição não representou liber- dade plena. A população negra foi lançada à própria sorte, sem acesso à terra, educação ou opor- tunidades. É por isso que ainda hoje enfrentamos desigualdades gritantes”, enfatiza. Ela cita dados do IBGE que apontam que pre- tos e pardos representam mais de 70% das pessoas em situação de extrema pobreza, além de serem as maiores vítimas de violência e desemprego. Ireuda também destaca a relação entre racismo estrutural e violência urbana: “Quando olha- mos para os indicadores sociais, percebemos que a exclusão histó- rica alimenta um ciclo de vulnera- bilidade que atravessa gerações. A luta pela abolição completa co

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