Diário do Legislativo
Edição nº 7271
A Câmara Municipal de Salvador lança um olhar sensível sobre as origens da capital baiana por meio de um ensaio foto- gráfico assinado por Antonio Queirós e texto de Fernanda Chagas. O ma- terial resgata a memória das fontes e dos chafarizes que garantiram o abastecimento de água potável e con- tribuíram para estruturar a expansão urbana desde a fundação da “Cidade da Bahia”. Neste mergulho histórico, o presidente Carlos Muniz (PSDB) res- salta a importância das nascentes na formação e no crescimento urbano de Salvador. Sábado, Domingo e Segunda-feira, 12, 13 e 14 de Setembro de 2026 Ano XXXV - N° 7.271 Expansão de Salvador em suas fontes e chafarizes Câmara resgata nesta edição especial, com fotos e texto, o patrimônio hídrico e arquitetônico que moldou o crescimento da cidade PÁGINAS 2, 3, 4, 5 E 6 Expansão de Salvador em suas fontes e chafarizes Câmara resgata nesta edição especial, com fotos e texto, o patrimônio hídrico e arquitetônico que moldou o crescimento da cidade Foto: Antonio Queirós 2 Q uando Tomé de Sousa escolheu o local para fundar a capital, em 1549, a decisão foi fortemente influen- ciada pela abundância de nas- centes de água doce ao sopé das falésias da Baía de Todos- -os-Santos. Durante séculos, antes da existência de redes de água encanada, esses locais fun- cionaram como o coração pul- sante da metrópole colonial. Eram pontos de encontro diá- rio de moradores, marinheiros e, sobretudo, dos aguadeiros – em sua maioria, trabalhadores escravizados que transporta- vam o precioso líquido em pipas e jarros. A malha de ruas e ladei- ras de Salvador cresceu, literal- mente, ao redor dos caminhos que conduziam a essas bicas. Atualmente, 19 fontes são reconhecidas oficialmente como patrimônio histórico soteropoli- tano, entre elas estruturas tom- badas por órgãos de preserva- ção estadual e federal. O ensaio fotográfico mapeia marcos fun- damentais dessa trajetória, tais como: Fonte de Nossa Senhora da Graça (Fonte de Caramuru). Considerada a mais antiga da cidade, fica no Vale do Canela. Situada, no século XVI, nas ter- ras de Diogo Álvares Correia (Caramuru) e Catarina Para- guaçu, é associada a histórias populares segundo as quais o casal se banhava no local. Tam- bém era chamada de Fonte das Naus por abastecer as embar- cações. Fonte das Pedreiras (ou da Preguiça). Localizada na Ave- nida Contorno, figura entre as três mais antigas da capital. Fontes do Santo Antônio e do Baluarte. Situadas na Ladeira da Água Brusca, destacam- -se pela arquitetura barroca do século XVIII. Fontes de São Pedro e do Dique do Tororó. Estruturas de alta relevância, ins- critas no Livro do Tombamento de Bens Imóveis e no patrimônio paisa- gístico estadual. Fonte do Gra- vatá. Protegida pelo IPAC por sua importância na formação urbana colonial. Fonte do Queimado. Cons- truída em 1801 e tombada em 1984, foi visitada por Dom Pedro II em sua passagem pela Bahia, em 1859. Sábado, Domi
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