Diário do Legislativo
Edição nº 7262
Sábado, Domingo e Segunda-feira, 29, 30 e 31 de Agosto de 2026 Ano XXXV - N° 7.262 Uma vida de música celebrada na Câmara Paulinho Boca de Cantor recebeu a Medalha do Mérito Cultural em sessão solene proposta pelo vereador Téo Senna LEIA MAIS NA PÁGINA 3 A música e a emoção tomaram conta da Câmara Municipal de Salvador na noite do dia 27, durante a homenagem a Paulinho Boca de Cantor. Aos 80 anos, o cantor e compo- sitor recebeu a Medalha do Mérito Cultural, por iniciativa do vereador Téo Senna (PSDB). A sessão solene, no Centro de Cultura, reuniu familiares, amigos, músicos e personalidades da cultura para celebrar uma trajetória que se confunde com a história da música baiana. Integrante dos Novos Baianos, Paulinho relem- brou momentos de sua carreira e agradeceu o reconhecimento. Foto: Antonio Queirós 2 Sábado, Domingo e Segunda-feira, 29, 30 e 31 de Agosto de 2026 Ano XXXV N° 7.262 O Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador recebe, até o dia 22 de setembro, a exposição “Olórí – Mestre Didi e a linhagem Asipá”. Com entrada gratuita e curadoria de Camila Adebiyi, a mostra reúne obras de artistas formados no Ilê Asipá, terreiro fundado em 1980 por Mestre Didi (Deoscóredes Maxi- miliano dos Santos), e eviden- cia a continuidade de seu legado artístico e cultural. A exposição propõe um encon- tro entre ancestralidade, memória e produção contemporânea, tendo o Ilê Asipá como território de preser- vação de saberes e também de for- mação artística. As obras revelam como os conhecimentos transmiti- dos ao longo de gerações perma- necem vivos e encontram novas possibilidades de expressão. O próprio título da mostra tra- duz essa perspectiva. Olórí sig- nifica “aquele que está à frente, aquele que conduz”. No contexto do Ilê Asipá, o termo está relacio- nado à responsabilidade de con- duzir, zelar pela comunidade, pre- servar seus fundamentos e asse- gurar a continuidade de uma tra- dição ancestral. É a partir desse entendi- mento que Olórí apresenta uma geração de artistas que se reco- nhecem como herdeiros não ape- nas por descendência, mas tam- bém por pertencimento, vivência e continuidade. A herança cultural e espiritual recebida se transforma, assim, em ponto de partida para a construção de linguagens próprias e para novas formas de criação. Participam da exposição Andre Otun Laran, Antonio Olo- xedê, Hans Herold Oluabi, Irá Adêlayo, José Adário, Jurandy Maxodi, Kleisson Otun Elegbogi, Marco Aurélio Elegbogi, Mateus Asipá, Peter Ojubalé, Valnei Laran e Wellington Labi. As obras exploram dife- rentes materiais e linguagens, como palha, ferro, madeira, teci- dos, fotografia, performance, pro- grama vital e cintas. Em cada tra- balho, tradição e contemporanei- dade estabelecem um diálogo que demonstra como os saberes ancestrais podem ser preserva- dos e, ao mesmo tempo, ganhar novas formas de expressão. A mostra parte da compre- ensão de que o legado de Mestre Didi não se encerra em sua p
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